Lore · Capítulo II · As classes do Reino
As Sete Ordens

Você escolheu uma classe quando entrou no jogo. Guerreiro, Mago, Arqueiro, Sacerdote, Xamã, Ladino ou Berserker.
Você não escolheu. Você herdou.
Sete foram necessários
Para erguer o Selo no ponto mais fundo do mundo, foram precisas sete disciplinas. Cada uma fazia uma coisa que as outras não conseguiam fazer. O que cada ordem fazia lá embaixo é exatamente o que a sua classe faz em combate hoje.
- A Ordem do Muro ficou de pé na face do Selo e não recuou um passo. Por isso nunca aprendeu a recuar. É a ordem do Guerreiro, e a única que ainda treina qualquer pessoa que apareça.
- A Ordem da Leitura precisava saber o que havia do outro lado. Leu. Aprendeu tudo, e pagou com o corpo. É por isso que o Mago derruba qualquer coisa em dois golpes e cai no terceiro.
- A Ordem da Muralha Alta viu a corrupção subindo décadas antes de todo mundo, e avisou. Ninguém acreditou. O Arqueiro continua preferindo a distância, e continua quase sempre certo.
- A Ordem da Chama Guardada tinha a única tarefa que não podia falhar: manter uma luz acesa. Enquanto ela arder, alguém volta. É o Sacerdote.
- A Ordem da Escuta conversa com o que o mundo lembra: a pedra, a raiz, o morto recente. O mundo responde, e nem sempre com a verdade. O Xamã cura aos poucos porque negocia cada favor.
- A Ordem sem Nome foi aonde exército nenhum vai, e oficialmente nunca existiu. O Ladino não tem brasão porque nunca pôde ter, e não carrega escudo porque a segunda mão sempre foi uma segunda lâmina.
São seis
A sétima não estava lá.
Veio muito depois, e fez o que ninguém teve coragem de fazer: deixou o Vazio entrar um pouco. De propósito. E aprendeu a usar.
O Berserker sangra porque a ferida é a fonte, e fica mais forte quanto mais longa é a luta, porque é exatamente isso que a corrupção faz. As outras seis ordens nunca aceitaram os hereges.
Mas nenhuma delas dispensa um Berserker quando a coisa aperta.